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Clonagem de WhatsApp: como se proteger?

Clonagem de Whatsapp: Como se Proteger?

Clonagem de WhatsApp: como se proteger?

Por Dane Avanzi

Os crimes cibernéticos se tornaram nos últimos anos uma preocupação global na agenda de Instituições Bancárias, Governos e players do mundo digital, tais como operadores de telecomunicações, provedores de sites e e-mails, entre outros. Para se ter uma ideia do “estrago” 65% dos adultos do mundo, já foram vítimas de algum tipo de crime cibernético, segundo relatório recente da Norton, empresa que atua no ramo de segurança digital.

Os crimes cibernéticos ocorrem em modalidades variadas, desde golpes online via diversas plataformas, passando por fraudes em perfis de redes sociais, culminando na obtenção de senhas bancárias e de cartões de crédito, geralmente através de Phishing, e-mail no qual o hacker se faz passar pelo seu banco ou administradora de cartão de crédito. Um deles entretanto tem chamado atenção especialmente aqui no Brasil, onde o aplicativo WhatsApp é largamente utilizado. Me refiro à clonagem de WhatsApp. Com mais de 1 bilhão de usuários no mundo esse APP, que caiu no gosto do Brasileiro, é responsável por grande parte da troca de mensagens, em tempo real de modo gratuito.

Os primeiros aplicativos capazes de monitorar seu número de telefone, foram idealizados para os Pais controlarem as comunicações e trajetos de seus filhos. A atividade até então não era ilícita, uma vez que o responsável pela criança ou adolescente, tem o Poder e Dever, para tanto. Torna-se ilícita a atividade quando a pessoa monitorada é um terceiro, que tem ser direito a privacidade violado.

Quem já foi hackeado sabe que a dor de cabeça não é pequena, pois de posse de seu WhatsApp, além da pessoa se passar por você, e, com isso, criar toda a sorte de constrangimentos, além de mudar senhas e causar prejuízos financeiros inclusive. Para evitar que isso ocorra faz necessária algumas medidas de precaução. A principal delas é ativar o recurso de dupla verificação do aplicativo, o procedimento é rápido e ajuda bastante. Outra porta que pode ser fechada aos hackers é não utilizar o recurso de web, sincronizando seu aparelho com o notebook.

É importante igualmente não enviar mensagens com conteúdos sigilosos por esse meio, e, caso seja necessário pela urgência utilizar o bom e velho SMS, que possui a proteção mais robusta da rede de sua operadora de telefonia móvel. Aqui no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada ano passado entrará em vigor em meado de 2020. Na Europa e EUA, a lei já está em vigor e as empresas que manipulam e guardam dados de terceiros tem que comprovar que utilizam processos e boa práticas adequados para o armazenamento, manipulação, exclusão e inclusive planos de contingência para eventuais vazamentos de informações, decorrentes de ataques cibernéticos, erro humano ou fraude interna. Cabe ainda ressaltar que dados sensíveis tais como foto e digital, exigem um grau de proteção ainda maior.

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