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Comunicação para missão crítica e UTCAL na UIT

Comunicação para missão crítica e UTCAL na UIT

Disponibilidade de conexão muito abaixo do exigido para as utilities

Operadoras de telefonia atuantes no Brasil se destacaram em pesquisa recente feita pela Open Signal, apresentando melhoras em todos os serviços avaliados. Segundo o levantamento “Mobile Network Experience Report July 2020”, que analisou a experiência de usuários da Claro, Oi, TIM e Vivo por três meses desde março de 2020, os serviços de aplicativos de voz, vídeos, jogos online e velocidade de downloads/uploads seguem apresentando melhora. Mas não há motivos para comemorar, de fato.

Enquanto a Claro liderou em todos esses quesitos, coube à TIM o destaque absoluto em disponibilidade de conexão 4G – obtendo 88,2% – e menor latência. Porém, o cenário pouco influencia para a melhoria dos sistemas de comunicação essenciais, em busca de garantir o funcionamento ininterrupto e seguro dos serviços prestados pelas utilities ou concessionárias dos setores de energia, água ou óleo e gás. Para esses sistemas, atuando em missão crítica, a disponibilidade mínima exigida por essas redes de comunicação – seja qual for a tecnologia usada – é de 99,89%, muito além do que as operadoras de telefonia conseguem oferecer com suas redes 4G.

Demais players ainda tentam se manter na ordem dos 80% de disponibilidade no 4G. Se o segmento de telefonia celebra esses avanços, o setor de energia precisa atender os Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que considera disponibilidade mínima quase total (99,98%), apurada mensalmente, para serviços de voz e dados de “Classe A”, prestados com recursos de telecomunicações independentes, disponibilizados por meio de duas rotas independentes, com uma disponibilidade individual de pelo menos 99,00%.

Urge a demanda por redes privativas nas utilities, para dar conta de requisitos mais exigentes e, para isso, espectro dedicado para esse uso precisa ser considerado nas faixas abaixo de 1GHz e no leilão de frequências para a implantação do 5G. E é neste sentido que a UTCAL tem atuado, com entidades representativas de outros setores e o Fórum Brasileiro de IoT, e em contato com órgãos reguladores.

Neste mês de julho, a associação atuou fortemente em reuniões da União Internacional de Telecomunicações (UIT), para conquistar novos avanços rumo a um documento-base com todos os requisitos e detalhes sobre as demandas de comunicação em utilities do mundo inteiro. O resultado será compartilhado com órgãos como Anatel, Aneel e o Ministério de Minas e Energia.

Confira mais sobre as atividade da UTCAL na UIT, logo abaixo, neste informativo.

Dymitr Wajsman, presidente da UTCAL

Fonte: UTCAL News

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