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Comunicação Sem Limites: Será Verdade?

O advento da telefonia móvel inaugurou uma nova fase (inédita) na história das telecomunicações em âmbito mundial.

A possibilidade de se comunicar em movimento e fazer fluir a informação represada antes, pela falta de acesso ao serviço fixo, propiciou o aceleramento do processo produtivo, intelectual e científico em escala mundial.

No início os aparelhos celulares transmitiam somente voz. Logo em seguida, foram incorporadas as mensagens de textos e navegadores da Web com um número bem restrito de aplicativos.

A evolução da plataforma de comunicação GSM – Global Sistem for Mobile Communications, a mais utilizada em todo o mundo – permitiu a introdução de vários aplicativos e a integração de sistemas operacionais tradicionais como o iOS da Apple, o Android do Google e o Windows Phone da Microsoft, bem como facilitou a integração entre operadoras de diferentes países, que passaram a ter maior flexibilidade de interfaceamento entre suas redes, fato que aumentou substancialmente os acordos de roaming internacional.

Essa integração de plataformas, sistemas e aplicativos tornaram o aparelho celular “pau pra toda obra”.

Qual a função do aparelho celular?
Afinal de contas, qual é a função do aparelho celular?

Tal mudança de conceito e utilidade do celular foi tão radical que inclusive ele foi rebatizado. Hoje os mais “plugados” se referem a ele como um “Gadget”.

Tal palavra de origem inglesa que quer dizer dispositivo vai muito além de sua singela tradução, sendo capaz de transmitir vídeos, programas de TV, jogos interativos, uma infinidade de operações, e ainda, às vezes, pasmem os senhores, até são capazes de fazer uma chamada de voz!

A quantidade de aplicativos e funcionalidade capaz dos gadgets suportarem é literalmente infinita. A indústria de desenvolvimento de software cresce de vento em popa, motivada em parte pelo empreendedorismo de jovens talentos e pelo alto grau de investimento dos gigantes do setor Apple, Microsoft, Google, Facebook, etc.

Por conta disso, hoje eles transportam em poucos centímetros quadrados toda a sua vida: e-books, agenda, arquivos pessoais, músicas e filmes favoritos, dentre outras coisas.

Todos esses aplicativos, que já nascem “plugados” na rede de telefonia móvel, oferecem serviços que facilitam muito a vida das pessoas. Isso é inegável! No entanto, como tudo na vida tem um preço, em contrapartida, tais aplicativos tem causado um sobrecarregamento na infraestrutura do sistema de telefonia móvel no Brasil.

Dessa forma, decorre daí a má qualidade do serviço das operadoras móveis que não prepararam a infraestrutura (torres, backbones, quantidade de canais) a essa nova demanda. Todas sem exceção se preocupam excessivamente com marketing e “billing” (faturamento) e muito pouco com investimentos ao dimensionamento e arquitetura de rede capaz de suportar com eficiência o serviço de telefonia móvel há mais de 200 milhões de usuários no Brasil.

Tal situação cria, no entanto outro efeito colateral. A falsa percepção que a tecnologia evoluiu tanto a ponto de hoje ser capaz de estar conectado a rede produzindo o tempo todo e em qualquer lugar, parafraseando uma delas “sem limites”.

Mais investimento em infraestrutura de telecom
Precisamos de menos marketing e mais investimentos em infraestrutura de telecomunicações.

A história nos ensina que uma mentira repetida mil vezes vira verdade, e essa máxima se encaixa com precisão na situação ora em tela. Ora, tudo tem limites! A água do oceano, o ar que respiramos, até mesmo o Sol que está aí a bilhões de anos e ficará outros bilhões um dia se extinguirá.

O gigantesco sistema de marketing, não só das operadoras mais dos fabricantes dos equipamentos tornam, pela repetição, um sofisma, uma grande verdade, de sorte que o consumidor, que não tem obrigação nenhuma de entender de tecnologia passa a acreditar nessas falsas premissas, pelo excesso de repetição, que hoje tudo é sem limites, quando em verdade, a ciência e a razão nos prova, que tudo tem limitações.

Algumas peças publicitárias são tão irreais, que muito se assemelham aos das seitas religiosas que anunciam o fim do mundo ou ainda aos comerciais das fórmulas mágicas que prometem emagrecer – 10 quilos em um mês sem fazer dieta – e por aí vai…

Nós, do Grupo Avanzi que trabalhamos com Radiocomunicação Comercial, atuando na área de bioenergia há 3 décadas, com foco no segmento corporativo, temos notado essa falsa percepção que foi incutida em muitos de nossos clientes.

Essas crenças adicionam aos desafios que enfrentamos no âmbito técnico, jurídico e operacional, outra dificuldade, a cultural. De modo geral, depois de conscientizados da realidade por meio de treinamentos e palestras específicas eles conseguem conviver com as limitações do sistema, ou ainda, reconhecem por meio de estudos técnicos específicos que chegou a hora de readequar a capacidade do sistema a sua atual demanda.

DANE AVANZI

GERENTE DE MARKETING GRUPO AVANZI

PRESIDENTE SUPERINTENDENTE DO INSTITUTO AVANZI

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