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Diferença Entre Radiocomunicação Analógica e Digital.

Quando falamos em radiocomunicação referimo-nos a um meio capaz de transmitir sinais radioelétricos a distância. Como isso é feito? O transceptor de radiocomunicação nada mais é que um dispositivo capaz de enviar e receber impulsos radioelétricos. Tais impulsos radioelétricos são ondas eletromagnéticas que “imprimem” no espectro radioelétrico (espaço aéreo no caso de comunicações wireless) sinais que, quando decodificados pelo transceptor destinatário da mensagem, são convertidos em voz ou dados, dependendo do tipo de emissão do sinal radioelétrico. Neste contexto, o ‘caminho’ por onde a onda trafega, chamado tecnicamente de frequência, consiste na “via” por onde este sinal trafega. Logo, para 2 equipamentos se comunicarem eles têm que estar na mesma frequência nos casos de comunicação ponto a ponto ou “peer to peer”.

Tais comunicações, entretanto, podem ser emitidas de diferentes formas, o que tecnicamente é chamado de ‘designação de emissão’, ou ainda ‘tipo de emissão’. O tipo de emissão mais comum nos primórdios da telecomunicação era a Amplitude Média, ou AM; hoje é a FM – Frequência Modulada. Com o avanço da tecnologia, o modo de se transmitir sinais no espectro radioelétrico também foi aprimorado com vistas a atender a demanda e a exigência dos usuários de serviços por maior capacidade de transporte de dados com maior fidelidade, clareza e confiabilidade. Afinal estamos na era HD – High Definition. Na radiocomunicação comercial este processo desenvolveu equipamentos capazes de atender aos preceitos da era HD, haja vista a criação de novas técnicas de modulação tais como OFDM, entre outras.

Acerca da diferença entre a modulação analógica e a digital, enquanto a primeira era transmitida com uma portadora única e ininterrupta que ‘imprimia’ continuamente sinais radioelétricos no espectro (espaço aéreo) ocupando maior quantidade de espectro radioelétrico, a segunda transforma os dados em pacotes e imprime-os no mesmo espectro através de pulsos, utilizando espaços menores e, assim, racionaliza a utilização do espaço radioéletrico, recurso natural, escasso, não renovável e finito.

Em sendo assim, ao mesmo tempo que os sistemas digitais surgem como aprimoramento qualitativo e evolução darwiniana na radiocomunicação, permite-nos racionalizar o espectro radioelétrico que, com a crescente demanda de equipamentos que utilizam o espectro como meio de comunicação, guardadas as devidas proporções, haja vista vivermos na Era da Informação, tem se tornado um bem público de primeira necessidade, assim como a água e a energia elétrica.

Dane Avanzi
Diretor de Marketing – Grupo Avanzi
Advogado Especializado em Telecom
Diretor Superintendente – Instituto Avanzi

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