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Dúvidas Frequentes Referentes a Migração para a Tecnologia Digital.

Quais as dificuldades de implantação do sistema digital de rádio?
Muitas empresas estão se preparando para o ambiente digital, pois existem desafios a serem vencidos de ordem administrativa, cultural e financeira. Por exemplo: muitas empresas sequer sabem ao certo a quantidade de rádios que possuem, os departamentos vão comprando de forma isolada e não há uma centralização do assunto em uma gerencia que enxerga a totalidade do sistema, no ambiente digital será necessário haver um gestor para o parque, para gerenciar atualizações, aplicativos de forma a garantir efetividade as novas funcionalidades do sistema. Quanto aos cuidados com os equipamentos deve ser feito um trabalho de conscientização dos usuários no sentido de evitar defeitos advindos de má utilização, pois o impacto dos custos será mais intenso.

Quais as diferenças técnicas e vantagens entre o analógico e digital?
A principal diferença é a interface com protocolo TCP/IP que possibilita unir repetidoras em locais diferentes com qualidade de áudio e economia de espaço radioelétrico, dentre outras soluções. Os demais parâmetros técnicos tais como, potência, sensibiidade, robustez permanecem equivalentes. Para explicar de um modo bem simples no sistema analógico a voz é transmitida de maneira contínua através de um processo de modulação e demodulação. No sistema digital a voz é fragmentada e transformada em pacotes, a cada pacote é atribuído um valor numérico, os pacotes são transmitidos e ordenados pelo rádio que recebe a informação e monta o quebra cabeça. Daí decorre as diferenças de áudio entre uma e outra técnica de modulação. Sem dúvida o modo digital veio para ficar por ser mais contemporâneo com o modo de produção industrial de um modo geral. Ocorre que a voz humana é analógica e um sistema bem instalado analógico possui áudio tão bom quanto o digital. O que quero dizer com isso é que o modo de transmissão digital não melhorará por si só problemas de planejamento, infra estrutura e engenharia, pelo contrário amplificará estas falhas.

A repetidora para rádio digital possui alcance maior do que o analógico?
Não necessariamente. Esta questão do alcance está ligada a diversos fatores tais como propagação, relevo, fluxo de raios solares, que devem ser objeto de estudos de predição. Outros fatores decisivos são infra estrutura do sítio de repetição, energia elétrica estável e de qualidade, antenas, cabos e duplexadores, também de qualidade. Tudo tem que ser visto caso a caso. O sistema é um todo e o que o usuário vê não é nem a ponta do iceberg.

É necessária licença da Anatel para o uso de todos os equipamentos?
Para a grande maioria dos equipamentos da categoria profissional é necessária licença de funcionamento estação. Em alguns locais vemos equipamentos dispensados de licenciamento, adquiridos de forma desordenada, geralmente sem planejamento, a pretexto de aparente economia, quando na realidade trata-se de equipamentos descartáveis com inúmeras limitações de autonomia de bateria, robustez, interoperabilidade, incapacidade de acessar repetidores, enfim, foram projetados para fins de lazer e entretenimento e portanto são completamente inaptos ao serviço em escala industrial.

Existem dificuldades na obtenção dessas licenças? Quais?
Em relação a Anatel existe a escassez do espectro radioelétrico em algumas regiões os canais são raros e escassos. Isso não é culpa da Anatel uma vez que o espectro radioelétrico é recurso natural, finito e não renovável. Eis aqui um aspecto positivo da tecnologia digital que nos permite, em alguns casos trafegar informações com uma largura de banda menor, comparativamente a analógica. No mais, a Anatel tem melhorado muito ao longo dos anos, a nova geração de engenheiros concursados conferiu maior agilidade na análise dos processos. Para melhorar mais ainda a Anatel necessita equipar e fornecer melhores condições aos agentes fiscais, responsáveis por garantir qualidade de serviço aos permissionários de telecomunicações, punir os usuários de estações clandestinas, que prejudicam os permissionários regulares Diga-se de passagem a Anatel, criada em 1997, nos moldes de sua congênere Norte Americana, FCC, é uma agencia essencialmente fiscalizadora, dessa forma, a exemplo do que ocorre em outras áreas do País, a certeza da impunidade penaliza os Brasileiros idôneos. Falando um pouco das dificuldades em relação ao cliente, podemos citar a dificuldade de reunir a documentação necessária para instrução do processo junto a Anatel.

Quanto tempo demora para sair essa licença?
Em média 3 meses, podendo chegar a 6 meses dependendo da localidade, fluxo de processos, quantidade de engenheiros da Anatel, que variam muito entre as diversas unidades Federativas.

Por que essa burocracia é necessária?
Gostaria que o processo de licenciamento não fosse visto como uma burocracia, mas sim como um trabalho a ser realizado, visto que seus benefícios são muitos. Subjacente ao licenciamento existe uma cadeia de processos, que costumamos chamar de “site Survey”. No site survey mapeamos necessidades dos usuários de rádio em suas mais diversas áreas de atuação. Montar um sistema sem o projeto é como construir uma casa sem a planta, as chances de sucesso são pequenas.

Uma empresa que deseja migrar para o digital deve se preocupar com quais adaptações e mudanças? 
Nossa experiência aponta para 2 pontos cruciais: Infra estrutura dos sítios de repetição e política de manutenção do parque depois de adquirido.

Para que tipos de empresas o sistema digital é essencial?
O sistema digital, por ser uma exigência legal é uma realidade. A resolução 523 da Anatel fixou prazos para que se proceda esta migração. Quando falamos em migração estamos nos referindo a 2 aspectos um de ordem física e outra de ordem legal. De ordem física é a substituição dos aparelhos. De ordem legal é a migração para as freqüências digitais que em sua grande maioria possuem um padrão de canalização diferente no que diz respeito ao espaçamento da freqüência. Frequencia é o canal por onde trafegam as comunicações. É como se fosse uma rua lá no céu onde o seu sinal trafega. Quando licenciamos uma estação adquirimos o direito de usar esta “rua”, daí a necessidade de licenciarmos os sistemas para evitar o caos nas telecomunicações. A somatória de todas as “ruas”dá-se o nome de espectro radioelétrico. O governo está exigindo a migração para o sistema digital por uma questão ecológica, pois como o rádio digital consegue trafegar com uma largura de faixa mais estreita, será possível transformar onde há uma rua analógica 2 ou 3 digitais, atendendo mais empresas mediante a oferta de mais canais (freqüências).

Qual a importância de se fazer um planejamento na instalação ou desenvolvimento de tecnologias de radiocomunicação?
Quem planeja gasta menos, pois sabe o que está fazendo e gasta uma vez só. Quem não planeja, assume o risco, e risco é custo, quanto maior o risco maior o custo. Quem não fizer a lição de casa vai amargar muitos prejuízos. Planejar é vital para o aprimoramento de processos.

Dane Avanzi é autor do livro “Radiocomunicação Digital: Sinergia, produtividade, Alta Performance”, advogado especializado em Direito de Regulação Anatel, Diretor de Marketing da Aeresp, filho de Dary Avanzi consultor especializado em Agronegócios com mais de 30 anos de experiência no setor sucroalcooleiro.

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