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Urna eletrônica: avanço ou retrocesso?

Segundo informações do Eng. Amilcar Brunazo, especialista no assunto o fabricante de urnas Brasileira é uma empresa americana, cuja urna durante uma eleição em Ohio, apresentou problemas

Que a tecnologia está a serviço do homem e veio para ficar, disso ninguém duvida. Hoje utilizamos a tecnologia em todas as horas do dia, seja no âmbito doméstico seja no âmbito profissional.

Para os aplicativos que nos cercam parece literalmente não haver limites. Mas há. Quando nos deparamos com o mundo legal percebemos que a tecnologia ainda terá que evoluir muito para oferecer a segurança jurídica necessária a transações no mundo digital.

Nesse contexto, somente no sistema nacional financeiro, segundo dados da Febraban em 2011, houve prejuízo de mais de 1 bilhão de reais com fraudes no sistema bancário.

A pergunta que não quer calar é: se os hackers invadem até os bancos, o pentágono americano, e homepages de outras instituições oficiais mundo afora, até onde estamos realmente seguros quando o assunto é tecnologia a serviço de assuntos relevantes e estratégicos para o país?

Me refiro especificamente, a apuração dos votos nas eleições de cargos públicos Brasil afora, que tem sido motivo de apreensão por grande parte da população.

Hoje 100% dos cargos eletivos Brasileiros utilizam essa tecnologia para registro, apuração e contagem dos votos. Embora o Tribunal Superior Eleitoral nos assegure que o processo é totalmente seguro e a salvo de fraudes, algumas questões suscitadas por especialistas no assunto tem causado preocupação inclusive a classe política.

Segundo informações do Eng. Amilcar Brunazo, especialista no assunto o fabricante de urnas Brasileira é uma empresa americana, cuja urna durante uma eleição em Ohio, apresentou problemas.

Quando foi constatado o erro a justiça proibiu uso das urnas no Estado e multou fabricante. Por essas e outras, as urnas eletrônicas foram banidas de países como Holanda e Alemanha.

Aqui no Brasil se o candidato quiser contestar o resultado da urna eletrônica deve pagar com seus recursos um processo caríssimo e complexo de auditoria, conforme afirma o Amilcar.

Outra característica das urnas brasileiras é que elas são consideradas equipamentos de primeira geração, com várias falhas de segurança, segundo Brunazo.

As urnas da Argentina, por exemplo, são equipamentos de segunda geração, pois permitem verificar se o voto foi devidamente registrado na urna. Na urna Brasileira não tem como auditar.

Urna eletrônica: qual o nível de confiabilidade?
Urna eletrônica: qual o nível de confiabilidade?

Outras características das urnas de segunda geração são: Eleitor pode votar em tela touchscreen, não há teclado, sendo a interface mais amigável. O eleitor escolhe a ordem dos candidatos que vai votar.

A urna permite voltar pra refazer o voto quando a eleição contempla vários cargos eletivos. O registro não fica gravado na urna é transmitido online. É emitido ao eleitor uma cédula de papel com um chip do registro digital do voto.

Dessa forma, o eleitor argentino pode conferir se o registro digital do voto contém o voto dele que é transmitido em tempo real.

Assim, é possível fazer a conferencia da contagem de modo mais seguro. Digo mais seguro porque 100% seguro nunca será a realidade no meio digital. A questão central de nosso processo é que não tem como recontar os votos.

Ainda segundo Amilcar Brunazo, a urna brasileira não é utilizada em lugar nenhum do mundo, nem no Paraguai. Aqui nem o eleitor nem o candidato podem conferir o voto. Tem que aceitar o resultado do TSE, pois se recorrer o recurso será julgado pela própria instituição que ao mesmo tempo está sendo questionada.

O Brasil foi o primeiro país a utilizar a urna eletrônica em 100% do território nacional no ano 2000. Os Estados Unidos utiliza em muitos estados e municípios urnas com scanner, na qual o eleitor vota e a cédula é escaneada. Dessa forma há como se fazer auditoria comparando a via de papel com o relatório da urna. Essa me parece uma alternativa interessante pois tem o meio físico para auditar, fato que confere mais segurança.

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